Mostrando postagens com marcador meus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

...

peguei um papel branco
para desenhar o nascer do dia
o dia nasceu
desenhei poesia



sábado, 2 de novembro de 2013

chega de saudade...

Fazes
Tanta falta
Que tanto falta
Para acabar com tua falta
Me falta tu
Me fazes falta
Me falta tanto
Mas tanto falta
Pra tu estar aqui...


terça-feira, 28 de maio de 2013

poesia literânea

Estou literalmente no litoral
No litoral, literalmente. 
É litoralmente literal
O mar que leio em minha mente.
Essa literatura litorânea
Anda tirando o juízo da gente...


sábado, 11 de maio de 2013

estrelas de baixo


Tão distantes
Estão distantes
Mas em qualquer lugar posso vê-las
Eu gosto é das estrelas

Principalmente aquelas que nem sempre acho:
Estrelas do fim do céu,
Estrelas do horizonte,
Eu gosto é das estrelas de baixo

Das que posso pegar com a mão
Das que estão perto do chão
Das que são uma rebelião
Contra as outras que parecem ilusão

Essas tais,
As estrelas reais,
São a natureza que grita:
Nada me imita
Nada me irrita
Tudo é só sonho
Eu sou infinita


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Marte

Vou à Marte
Não sei quando
Vou à Marte
Imaginando
Vou à Marte
N'um foguete, num avião, num parapente
Vou à Marte
De verdade na minha mente
Vou à Marte
No próximo mês de janeiro
Vou à Marte
Por um ano inteiro
Vou à Marte
Do jeito que puder
Vou à Marte
Como o destino quiser...
Eu vou à mar
Ou vou à Marte

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

aconteceu comigo


Naquela noite
Depois do ultimo açoite
Andando no escuro
Um homem no muro
Aparência de duro
Com um chapéu chinfrim
Andando sempre atrás de mim
Me botava medo
Sua face em segredo
Mesmo que eu não a visse
A sombra me contou tudo
Usei como escudo inútil
Minha pasta de plástico fútil
E apressei o passo
Mas não se diminuiu o espaço
Entre nós dois
Parei de repente
E deu no que deu
Virei de frente
O homem era eu

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

flutuando



Leve como uma pétala
sou maior que o oceano!
deitada sobre ele
o globo vira plano

agora faço parte do mar
sou onda como as ondas
nos meus olhos vejo o azul
na cabeça, a respiração que estronda

O mar que me sustenta
dança valsa com meu corpo
Até que valsa vira carnaval

E mergulho para começar de novo...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

eu não sei dizer o que quer dizer o que vou dizer


Meu temperamento é light, não sou cristão nem ateu (o cara mais underground que eu conheço é o diabo, mas ele não é tão feio assim como se pinta), minha tribo sou eu. Eu apareço, do tornozelo ao pescoço, tenho approach, mas não tenho filho nem cachorro. Evito salão de beleza, isso é mais estranho que o cu da gia! Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga e eu sou puro, puro rock’n roll.
Bença mãe? deixa eu voltar pra ilha, montado na onça (tá chei de gringo lá), ou pro parque de juraci, deixa eu colher lírio! Eu vou pegar um aeroplano! Ou me leve, de ultraleve. Posso até pegar um trem, de Teresina à São Luis do Maranhão!
Solidão não cura com aspirina. Se você me quer, me queira, mas nenhum beijo de novela me faz chorar; apenas me deixe te trazer num dengo pra num cafuné fazer os meus apelos. Posso te dar um céu cheio de estrelas feitas com caneta bic num papel de pão, se você não rasgar os poemas que eu te dou. Eu quero ser o seu mal, mas sei que podia ser seu bem. Se tudo passa, como se explica: como é que a alma entra nessa história? afinal o amor é tão carnal… Eu também vou fazer canções de amor pra vender, vamos viver do comércio barato de poemas de amor? Impossível, até o amor viajou!
Se nada permanece inalterado até o fim, quem ficará, quem foi? Só um filme na tevê, um corpo no sofá, chorando veneno, bebendo café pequeno. Disseram que o que liberta é também prisão, a cultura é um sabão, eu despedi o meu patrão, calmaí, meu coração! Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol!

Eu amo você, José de Ribamar, mas não sei o que isso quer dizer.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Aula chata rende sempre

Revirando uns cadernos escolares, olha o que encontrei escrito num deles:

"AAAAAAAH!
E o dia torna-se noite...
Antes que a noite se torne dia
Liberte-me dessa agonia
Que saudade de poesia!"



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

perdida

pensamentos
apressados
preocupando-me
pressionando-me
tocando-me
tique-taqueando-me
tirando-me
o sono
o saco
o saber
o são
pensamento
apressado
preocupando-me...

e se for perguntar onde estou
estou correndo
atrás do fim
sobrevivendo
em busca de mim

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sustentabilidade

sustenta-me
sustenta-te
sustenta-nos
procura-se habilidade
para sustentar-se
no cadáver do planeta
enquanto andamos de muleta
em nossa insignificante independência
ainda que em nossa desprezível existência
arranquemos a alma da Terra
Sustentabilidar
para pagar o pecado de quem erra
e salvar nossas raízes
pelo menos em nossa visão
e sermos "felizes"
até a hora de dormirmos no chão

sábado, 6 de outubro de 2012

pensamento do dia

às vezes me pergunto
se há diferença:
vontade de boemia
e
vontade de poesia
bem...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ilusão

me atraístes com o que desejo
tive o que há tanto tempo almejo
mas agora, nada do que via antes eu vejo
foi-se o motivo de tanto festejo

não acredito que estou nessa
antes de tudo eu era feliz a beça
eu só quero ser livre
nada mais me interessa

tu me buscastes
me sequestrastes 
tu me encantastes
mas tu me enganastes

[pensou o peixe que acabou de ser pescado.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~  
ignorem minha tentativa frustrada de fazer humor... tô piorando gradativamente nisso e na poesia, perdoem-me... hahaha

terça-feira, 2 de outubro de 2012

pulmão faminto

pessoas de cinto
de rostos distintos
me despertam o instinto
de gritar o que eu minto
e inventar o que não sinto

ao fingir sentimento extinto
eu volto ao labirinto
daquelas pessoas de cinto
e novamente eu minto
por razão ou por instinto
até não saber mais o que sinto...

sábado, 29 de setembro de 2012

poesia chinfrim de madrugada

E continuo aqui
Apenas eu e o vazio
Espero pelo que não chega
Nem sei pelo que espero
Espero que descubra pelo que eu espero
Antes que não possa mais esperar por nada

terra pequena

o que tem de mosca verde
de parede rebocada
margarina em vez de azeite
vizinhança na calçada

o que tem de fofoqueira
de gente boa e bacana
homem véi de bebedeira
e paçoca com banana

o que tem de bicicleta
de gente supersticiosa
mas o que mais me arreta
é politicagem sebosa

tu conhece seu minino
que já até se casou
tá perdido no destino
a mulher que engravidou

marmota de interior
mas não venha mangar, não
ora pois, agora veja
por mais longe que esteja
ficará sempre no coração

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

tic tac tic tac tic tac

e o tempo passou
ainda preciso correr
se a poesia me abandonou
a quem devo recorrer ?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Prenda a respiração e leia!


Procuro o ar
        Desenfreadamente
   Tudo está escurecendo
procuro minha mente
    meus braços e pernas se movimentam
                                                    freneticamente
perdi o fôlego tão
rapidamente
estou d
           e
          s 
             c 
              e
              n
                d
              o
gradativamente
queria uma coisa
                      somente:


subir.
  [como as bolhas que saem de mim


Afinal


Mas afinal
Qual é o sentido
De viver sem ter sentido
O sentido de viver ?

Afinal
O que importa é o que pensei ou o que fiz?
Devo ser mais uma Macabéa?
Ou não devo ter medo de ser feliz ?

Afinal
O que fica é só emoção ?
Melhor viver sempre com um frio na barriga
Do que ter frio no coração

~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
Pra quem não entendeu o verso "Devo ser mais uma Macabéa?"
Macabéa é a protagonista do livro "A hora da estrela", de Clarice Lispector, que tem milhares de sonhos e quase nenhuma coragem de buscá-los. Recomendo!